Táxis de São Paulo apresentam novo visual




Táxis com novo padrão visual já estão nas ruas de São Paulo. Os 16 primeiros carros brancos com a faixa quadriculada amarela e preta na lataria, e a inscrição "Táxi SP" nas portas - traços que agora caracterizam a frota - passaram a rodar oficialmente ontem.


(Veja Aqui) padrões visuais adotados por outras cidades.
Os donos dos alvarás, taxistas que ganharam a permissão no sorteio da Loteria Federal, são obrigados a adotar o novo padrão. Ao todo, 250 taxistas sorteados estão em fase de regularização de documentos e de carros, e também terão o novo visual. A "roupagem" aparecerá em pelo menos 1.200 veículos e naqueles que quiserem aderir à norma da Secretaria Municipal de Transportes (SMT).

A medida, vista como positiva pela Prefeitura, ainda é motivo de reclamação entre taxistas. O presidente do sindicato da categoria, Natalício Bezerra, é contra a adoção. "Já tem uma chapa vermelha e uma palavra internacional chamada táxi. Não sei para que colocar essa fantasia aí".

Para se adequar à regra criada no mês passado pela SMT, os novos taxistas reclamam que estão gastando acima de R$ 80, que era o custo previsto pelo Departamento de Transportes Públicos (DTP) da Prefeitura.

"A faixa amarela é de melhor visualização e dificulta a ação dos clandestinos. Precisa saber a quem procurar (para pagar menos pelo serviço). Provavelmente, já tem gente se aproveitando do momento", admite o diretor do DTP, Helder Pereira. Segundo ele, a obrigatoriedade só para os novos 1.200 táxis foi pensada justamente para servir de teste. Os taxistas dizem que os preços variam entre R$ 100 e R$ 200 somente pela compra e aplicação dos adesivos da faixa e das inscrições obrigatórias (número de registro e contato telefônico da SMT). Além disso, eles ainda precisam comprar taxímetro e pagar taxas, o que aumenta os gastos para R$ 600, como relatou a ex-vendedora do Shopping Interlagos, Jéssica Aparecida, de 29 anos. Ela foi a primeira a receber o alvará das mãos do prefeito Gilberto Kassab (sem partido). "É bonitinho, mas não gostei muito, não", disse Jéssica. "A faixinha custou R$150. Nem me lembro mais quanto gastei. Tudo tem umas taxinhas, né?"

Alguns dos 600 taxistas da categoria especial - vermelha e branca - também aderiram à padronização. Daniel Gomes da Silva Filho, de 40 anos, foi um deles. "Olha só como o meu carro está lindo!". Ele gastou R$ 160 para renovar voluntariamente o visual do seu Fiat Linea. "O vermelho e branco era muita poluição visual, antes", disse.

Fonte: Jornal da Tarde