Vá de Táxi - Reportagem revista Meu Próprio Negócio


Com os eventos esportivos, quem foca na comercialização de publicidade estampada em táxis prevê crescimento expressivo de faturamento. Os taxistas agradecem.

A expectativa é que o movimento dos táxis que circulam ou mantêm pontos nos arredores de aeroportos cresça 35% com a Copa do Mundo, sendo que a quantidade de carros disponíveis já aumentou 10% por todo o Brasil. Os números foram analisados pela Cartaxi, empresa voltada para a publicidade em táxis, que vem se preparando para deflagrar uma ofensiva e aproveitar a oportunidade de crescer nesse período de efervescência econômica do País.
 
A empresa pretende estampar publicidade em 500 carros este ano, durante a Copa das Confederações. O Rio de Janeiro deve receber o maior investimento: serão 150 táxis circulando pela cidade. Belo Horizonte, Salvador, Brasília e Fortaleza receberão mais 75 carros, e Recife terá 50 táxis.
Para se ter uma ideia do potencial do marcado, a cidade do Rio de Janeiro com uma população de 63 milhões de pessoas, 2,2 milhões por mês são usuários de táxis. A expectativa de crescimento da demanda durante a Copa do Mundo é de 35%. Com isso, o Rio receberá cerca de 3 milhões de passageiros durante o maior evento e futebol do mundo. Sobre o potencial de mercado, Antônio Carlos Savério, fundador e sócio-diretor da Cartaxi, só lamenta o fato de a maior cidade do País, São Paulo, ter uma lei de restrição de publicidade nesses veículos. "Em São Paulo, a Lei Cidade Limpa, criada em 2006, vetou propagandas em táxis, e com isso reduziu o faturamento dos motoristas e das frotas e quebrou quase todo o mercado de publicidade nesse âmbito. Porém, enquanto duas de nossas concorrentes fecharam as portas, a Cartaxi resistiu , apesar de ter sofrido, na época, uma queda de faturamento de 70%. A salvação foi que já tínhamos mercado estabelecido em outras cidades e Estados. Hoje, estamos apostando em algumas dessas regiões para alavancar o faturamento da empresa por conta da realização dos eventos esportivos", relata Savério.


AS OPÇÕES
Para atender à demanda na maioria das cidades-sede da Copa, serão oferecidos aos anunciantes cinco tipos diferentes de publicidade. As opções mais tradicionais são o adesivo traseiro, colocado sobre o vidro e voltada para fora, e a decoração do painel luminoso, na parte de cima do carro. Ambas as soluções visam ao público externo, sendo que o adesivo é flagrante durante o dia, enquanto o luminoso faz também a divulgação à noite. "O luminoso oferece uma vantagem exclusiva: a visibilidade em 360 graus, obtendo o mais elevado recall, ou seja, a maior exposição entre todas as mídias comercializadas pela empresa. Um luminoso de automóvel se compara a um outdoor: perde-se em tamanho, ganha-se em movimentação, afirma Savério.
 
Outras mídias são as que visam ao mercado interno. A opção denominada Premium é exposta nas partes de trás dos bancos do motorista e do carona, inclusive no apoio de cabeça, ficando de frente para os passageiros do banco de trás. Outras opção é o Take-One, que serve para disponibilizar materiais gráficos, como folhetos e flyers, dentro dos automóveis. A inovação maior fica por conta da publicidade no recibo de pagamento. A ideia do Take-One e do recibo é propagar a marca além da viagem, já que são materiais que podem ser levados com o passageiro.
 
Uma das preocupações que se têm ao juntar muitas propagandas em um mesmo local é se elas não vão acabar disputando a atenção do consumidor. Savério diz que por isso, "as propagandas colocadas num mesmo veículo são sempre da mesma empresa, para não causar conflito entre as marcas. Cada carro estampará, em todas as opções de publicidade, uma única marca", explica.
Quanto aos ganhos, a Cartaxi, que tem um faturamento anual de 4 milhões, prevê um aumento de lucro da ordem de 20% para a Copa das Confederações e de 40% na Copa do Mundo. Segundo Savério, 45% do valor pago pelos anunciantes são repassados ao motorista ou dono da frota. Fora isso, a empresa tem que arcar com as taxas de publicidade para a cidade.
Para a Copa das confederações, a empresa está em fase final de negociação com quarto empresas interessadas em ocupar os diversos lugares disponíveis no táxi. Embora Savério aponte que não haja foco da empresa em algum tipo exclusivo de cliente, a procura diz que alguns setores mostram um interesse maior por esse tipo de divulgação. Segundo o sócio-diretor, as empresas que se interessam pelo serviço da Cartaxi são do ramo de turismo e financeiro, diretamente interessadas no aumento do consumo de bens não duráveis e de grande movimentação de pessoas as que os eventos devem gerar.
 

A pesar de o serviço da Cartaxi se concentrar em veículos que atuam nos arredores de aeroportos, a empresa não restringe a eles. Segundo Savério, qualquer táxi pode ser um parceiro da empresa. Inclusive, a empresa conta um cadastro de carros parceiros, sejam trabalhadores de frotas, cooperativas ou autônomos. O cliente pode escolher em qual veículo poderá expor a sua marca, de acordo com a área de circulação. Porém, há uma ressalva quanto a essa catalogação dos carros, explica o empresário: "Não indicamos veículos por marcas e modelos. essa discriminação poderia causar uma mal-estar entre todas as partes envolvidas."
 
 
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